Nakombi

Bem, o Nakombi carioca não durou dois anos. A bela construção continuará lá mas como um restaurante a quilo da cadeia Frontera/Kilograma. Se mesmo assim você quiser conhecer como foi minha visita à finada casa, vá em frente e arigatô.
Enquanto os restaurantes chineses cariocas escasseavam até quase desaparecer, o japoneses assumiram o papel de servir comida “oriental” por aqui. O último a aparecer com certo estardalhaço na semana passada foi o nipo-paulista Nakombi.
Minha primeira surpresa foi o porte do restaurante que nasceu em uma Kombi de verdade. A nova casa do Jardim Botânico é ampla, tem vários ambientes e recantos diferentes, bela iluminação, cadeiras confortáveis e muitos detalhes na decoração. O elemento principal do térreo, que parece ser ao ar livre de tão alto, é uma falsa Kombi vermelha sem capota onde dentro trabalham os sushimen e a sushigirl. Para sentar não faltam opções como tatames, reservados, mesas, balcões e um cantinho mais escondido no fundo do salão. No andar de cima há também duas mesas comunitárias com chapas para preparar teppanyaki ao vivo. O ambiente todo é muito bacana, vale a pena chegar quando a casa está mais vazia para admirar.
O cardápio não foge muito do que conhecemos como japonês por aqui. Sushis, sashimis, robatas, combinados, tekas, e temakis estão lá. Não vi nenhuma grande surpresa, mas como o menu é bem extenso e com uma diagramação um pouco confusa, pode ser que alguma novidade tenha me escapado.
Acho que nada melhor do que provar o básico para dizer se um restaurante japonês é dos bons ou não. Então, antes do teppanyaki provei alguns espetinhos e uma dupla de skin bastantes bons. O teppanyaki também não decepcionou, mas é um prato tão simples que vale mais pelo entretenimento do que pela comida em si. Optamos por um com legumes – abobrinha, cebola, abóbora e berinjela – shitake, salmão, camarão, carne e frango que no final tem um arroz maluco, tudo preparado na nossa frente. Dizem lá que dá para duas pessoas, mas não acredite. Se você não quer assaltar a geladeira quando chegar em casa, peça alguma coisa além dele para garantir.
O serviço é muito simpático mas ainda está rateando, coisa de restaurante recém aberto. Se você freqüenta japoneses, com certeza vai reconhecer alguns garçons, maitres e garçonetes que foram "garimpados" das melhores casas do ramo por aqui.
No geral foi uma ótima experiência. Se por um lado não houve grandes novidades, por outro tudo correu bastante bem, quase sem senões. Um ponto negativo talvez seja o tamanho da casa que, apesar de bem dividida e com vários ambientes, é bem maior do que o padrão carioca dos japoneses que em em geral são pequenos, os restaurantes que fique claro.
Saímos deixando a casa lotada de um público mais jovem e com a música mais alta do que quando chegamos mostrando que ali não se vai só para comer.
Seria uma tremenda injustiça dar um veredito definitivo com uma só visita a uma casa tão nova ou compará-la com o Azumi ou com o Sushi Leblon, mas para um restaurante que começou com uma idéia na cabeça e uma Kombi na mão, o Nakombi é bem bacana. Para o Rio as maiores novidades são, por enquanto, um grande e belo restaurante como poucos na zona sul e a promessa de, junto com Mr. Lam, transformar aquela rua embaixo do Cristo Redentor no ponto mais oriental da cidade.

Nakombi
Rua Maria Angélica, 183
Jardim Botânico
21 2246.1518

Comentários

Roberta Malta disse…
A comida é boa, mas o mais lindo mesmo foi ter começado numa kombi.A Sudbrack não começou com uma banca de cachorro quente e hoje é top ten total? Adoro!
Paco Torras disse…
Eu já comi na Kombi do Nakombi...Deve ter sido no século passado ainda, numa daquelas feiras no Anhembi...Mas na barraca de cachorro quente da Roberta nunca comi. Será que ela fazia o pão na hora como faz hj no restaurante?
Ale disse…
ola, obrigada pela sua visita e o recado no Comidinhas. Que legal que vc gostou. eu adoro seu blog, parabéns. bjos
Roberta Malta disse…
Acho q ela ñ fazia pão,mas sei q fazia questão q fosse fresquinho. A salsicha era artesal e, acho, vinha do sul (ela morava em Brasília).E a avó fazia molho de tomates frescos e batata palha em casa. O trailer chamava Canil Quente & Cia e não vendia menos de 300 sanduíches por dia.
Hoje ela faz o sud dog no restaurante q é di-vi-no! Diferente porém do q eu imagino q fosso o cachorro quente do trailer.
Anônimo disse…
Amei o Nakombi do RJ!!!!
O ambiente é agradável e acolhedor além de ser chiquérrimo!!!!
Daniele Argentina- RJ
Paco Torras disse…
O Nakombi carioca não durou dois anos. Acaba de fechar, vai virar um restaurante a quilo do grupo Frontera.

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