Verdes, jovens e maduros
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Para quem gosta de cozinhar, comer bem, ler e escrever sobre comida e, principalmente, se divertir com tudo isso.
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No Intervinos, o nome infeliz – para mim parece nome de importadora, não de bistrô francês – esconde um restaurante que foi a melhor surpresa dos último tempos. Apesar da localização ingrata, funciona onde por muito anos foi o Take, um dos japoneses pioneiros da cidade, a visita ao “outro lado” de São Conrado foi prá lá de compensadora. Sob um edifício residencial e ao lado de uma verdadeira autopista, de fora a casa até parece modesta, mas a pequena fachada se abre num ambiente sóbrio, com pé direito duplo e nenhuma referência a um bistrô como o do cardápio que descobrimos depois. Logo na porta há uma boa exposição de vinhos para o cliente escolher e levar para a mesa. Curiosamente todos têm uma etiqueta com seu preço, bons preços, para você não precisar ficar perguntando quanto custam. Então, para deleite dos que pensam como o Luiz, nós escolhemos um Torres Gran Coronas Cabernet Sauvignon para acompanhar os pratos que ainda nem conhecíamos.
No Le Vin o ambiente é bastante diferente. Instalado numa casa no coração de Ipanema, a filial carioca do original paulistano chama a atenção pela simplicidade, quase descuido, com a ambientação externa. Mesinhas de bar ocupam a calçada sob um toldo que cobre também a varanda onde nos sentamos. Na entrada pelo que seria a garagem da casa, há uma vitrine com ostras frescas o que já dá uma dica do perfil do Le Vin. Ao fundo uma grande e bem iluminada adega faz jus ao nome que está no letreiro. Lá dentro o ambiente é mais arrumado mas ainda com um ar caseiro que não acrescenta nada, inclusive a toalha quadriculada usada em todas as mesas remete muito mais a uma cantina do que a um bistrô.Marcadores: Comendo e bebendo fora, Vinhos
Se alguém acha que vou começar explicando porque faz tanto tempo que não posto nada aqui está muito enganado. Então vamos começar logo a recuperar o tempo perdido.Vinho 3 – 100% Tempranillo. Cor vermelho cereja profundo. Sedutores aromas de pimenta preta, cedro, cereja e ameixa preta com especiarias no palato. Aveludado, potente e equilibrado acabado. Elegante na boca desenvolvendo tons de café e licor.
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Terças Catalanas no Garden - o simpático restaurante do Jardim de Alah promove todas as terças um jantar com pratos catalães de verdade. De entrada você vai poder escolher entre Ovos com Sobrassada e Mungetes amb Butifarra, eu ia querer os dois. De prato principal, o Fideuá de frutos do mar ou o Fricandò de Vitela, e de sobremesa Mel i Matò ou Crema Catalana. Tudo por mais do que honestos R$ 49,00. Nem vou explicar o que é cada um aqui para não estragar a surpresa, mas posso garantir que esses pratos fazem uma verdadeira fotografia da tradicional comida da catalunha, aquela que os catalães comem todos os dias e que faz os turistas voltarem para provar mais. Façam já uma reserva.
Degustação cega do sul da Itália no Bazzar - É de longe o melhor evento de degustação de vinhos para leigos da cidade. Primeiro porque é às cegas, o que torna tudo muito mais divertido e educativo. Segundo porque o Bazzar não é uma loja de vinhos e o objetivo da degustação é exatamente descobrir o paladar dos clientes para ajudar a montar a carta do restaurante. Quem comanda tudo é o craque Célio Alzer que com enorme simpatia e conhecimento faz do evento uma verdadeira aula sobre vinhos. Claro que além dos vinhos a Cristiana organiza tudo e prepara sempre um comidinha deliciosa para forrar o estômago.Marcadores: Comendo e bebendo fora, Degustações, Vinhos
A empresa francesa, sim, francesa, WineSide resolveu "engarrafar" bons vinhos de forma diferente. Um tubo de ensaio com tampa de rosca - só pela tampa alguns já diriam que é uma heresia - guarda vinhos como Chateneuf du Pape, Pomerol e outros clássicos em volumes de 60 e 100ml perfeitos para quem quer apenas provar um vinho sem ter que comprar a garrafa. Fácil de levar, refrescar e usar, eles oferecem caixas com tubos de vinhos diferentes de um mesmo tipo de uva, safra ou região. É amostra grátis de vinho sim, porque não. Só que não é gratis e por enquanto só vende na Colette em Paris. Chique pacas.
Outro desmonte foi feito por uma empresa americana que, indo na direção contrária de algumas vinícolas que passaram a oferecer seus vinhos em embalagem tipo tetra pack como acontece com os sucos de frutas, passou a engarrafar, em garrafas de vidro mesmo, sucos de uva como os vinhos. Acontece que esses sucos são de uvas varietais tradicionalmente usadas para fazer vinho. São sucos de Merlot, Cabernet e Chardonnay. Além de ter todas as propriedades anti-oxidantes do vinho, esses sucos da First Blush podem e devem ser consumidos por crianças numa primeira aproximação das esquisitices que elas conhecerão quando trocarem para as garrafas de rolha. O problema vai ser a precocidade:Marcadores: Vinhos

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Lá vou eu me metendo em um assunto do qual não entendo nada, mas que me interessa muito principalmente porque acredito que se trata de um estigma enogastronômico que vale ser discutido.Marcadores: Vinhos
Quando falam de vinho, em geral eu calo a boca. Por enquanto, e espero que seja sempre assim, ainda prefiro abri-la para beber vinho do que para falar dele. O que entendo do assunto daria para pouco mais do que uma onomatopéia. Tarefa mais difícil que falar, mas pré-requisito para isso, é conseguir perceber com o olfato, visão e paladar as palavras que o vinho pede que sejam ditas sobre si. É aí que a coisa pega. Quase impossível é tornar uma degustação algo simples, fácil e sem afetações para enoignorantes como eu. Mas isso aconteceu.Marcadores: Vinhos
Não é à toa que o mercado de vinhos é um mundo paralelo, uma outra dimensão. Enquanto um jantar num dos melhores restaurantes do mundo, feito por um chef prá lá de reconhecido, premiado, testado, resenhado e principalmente provado sai por volta de US$ 500, há vinhos com quase cem anos, sem garantia nenhuma de que estejam vivos, valendo mais de US$ 100.000 a garrafa e com fila de gente atrás dela.
Para vocês verem o poder que os blogs estão ganhando na cozinha e na mesa. O pingasnocopo.blogspot.com é um blog sobre vinhos portugueses editado pelo Rui desde abril de 2006. O Rui gosta de degustar suas "pingas" sem nenhuma prentensão além de se divertir e dividir experiências e taças de brancos, rosados e tintos portugueses. E faz isso muito bem.Marcadores: Degustações, Food Blogs, Vinhos
Harmonizar está na moda, e não é só comida com vinho. No Rio estão acontecendo eventos propondo a harmonização de "idéias e sensações". Cada encontro começa com a palestra de um especialista no tema proposto, acompanhada de um breve debate. Logo após se segue uma degustação com pratos e vinhos alinhados ao tema.Marcadores: Degustações, Vinhos
Talvez pela idade, pelo pé que tenho no velho mundo ou por viver numa época em que tudo muda muito rápido e novidade demais às vezes enche, tradição tem sido um assunto recorrente aqui nessas páginas. O fato é que atualmente dou mais valor a conceitos já estabelecidos do que ao que de mais novo esteja acontecendo em qualquer área, principalmente na área perto do meu prato e, no caso desse post, do meu copo.